terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CONSTRUINDO UMA ESCOLA EFICAZ

Amigos pais, mães e todos os responsáveis direta ou indiretamente pela educação dos nossos queridos alunos.

Dia 8 de dezembro de 2011, próxima quinta-feira, estará acontecendo à eleição para escolha do próximo diretor da Escola Prof. João Mariano da Silva.
Sabe-se que uma escola, para ser eficaz, a influência da pessoa do diretor é decisiva, pois é ele quem determina o clima emocional e intelectual da escola. Dedicar tempo, presença e dar exemplo, preocupar-se com o ensino e tratar a todos com respeito, dentro e fora da escola, além de abrir a escola para a comunidade, são deveres do diretor.
Todos nós sabemos o quanto a Escola João Mariano melhorou nos últimos oito anos. Somos reconhecidos pelo Ministério da Educação e pela Secretaria de Educação como uma das melhores escolas do Acre, tendo um dos maiores IDEB’s. Tenho muito orgulho de fazer parte da equipe que conquistou isso.
Como coordenadora de ensino, todos sabem, contribuí muito para a JMS chegar ao patamar de qualidade de ensino e organização que se encontra. Sou a professora Eliete e com o apoio do diretor Wilson, coloco meu nome como candidata a diretora. Sei que a tarefa será árdua e difícil, pois quero dar continuidade ao trabalho que tem dado certo, que o atual diretor fez e faz, mas quero também fazer muito mais. Aprendi muito com ele. Compartilho da sua ideia de que o principal na escola tem que ser o aprendizado dos alunos. Sendo diretora, quero ampliar as parcerias com as igrejas, com a associação de moradores, os grupos de jovens, etc. Irei ampliar o trabalho coletivo, ouvindo e respeitando as ideias das pessoas.
Como diretora quero assumir esse compromisso, aliada à participação de todos.
Conto com seu apoio.

Eliete Maia
candidata a diretora

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O REI ESTÁ NU, PELADO E EU SOU DOIDO

Hans Christian Andersen foi um dinamarquês que gostava de contar histórias para grandes e pequenos. Todos conhecem a história do Patinho Feio. Imagino que ele a inventou para consolar um menino feio, sem amigos, motivo de zombaria. Contou também a história de uma menininha que, numa véspera de Natal, a neve caindo, tentava vender fósforos numa esquina da cidade. Ninguém parava. Ninguém comprava. Todos caminhavam apressados para suas casas onde havia uma lareira acesa, o vinho, a ceia e os presentes os esperavam. Todos queriam celebrar o nascimento de Jesus. É uma história triste. De manhã a menininha estava morta na calçada, gelada pelo frio. 
Algumas das histórias de Hans Christian Andersen estão cheias de humor e ironia, como aquela do rei vaidoso que gostava de se vestir elegantemente.  Vou recontar esta história com dois finais: o dele e o meu.
“Havia um rei muito tolo que adorava roupas bonitas. Os tolos, geralmente, gostam de roupas bonitas. Pois esse rei enviava emissários por todo o país com a missão de comprar roupas diferentes. Era o melhor cliente da Daslu. Os seus guarda-roupas estavam entulhados com ternos, sapatos, gravatas de todas as cores e estilos. Eram tantas as suas roupas que ele estava muito triste porque seus emissários já não encontravam novidades.
Dois espertalhões ouviram falar do gosto do rei pelas roupas e  viram nisso uma oportunidade de se enriquecerem às custas da vaidade da Majestade. A vaidade torna bobas as pessoas: elas passam a acreditar nos elogios dos bajuladores... Foi isso que aconteceu com um corvo vaidoso que estava pousado no galho de uma árvore com um queijo na boca: por acreditar nos elogios da raposa ficou sem queijo...
Pois os dois espertalhões-raposa foram até o palácio real e anunciaram-se na portaria, apresentando o seu cartão de visitas: “Doutor Severino e Doutor Valério, especialistas em tecidos mágicos.” 
O rei já havia ouvido falar de tecidos de todos os tipos mas nunca ouvira falar de tecidos mágicos. Ficou curioso. Ordenou que os dois fossem trazidos à sua presença. Diante do rei fizeram uma profunda barretada, tirando seus chapéus.
“Falem-me sobre o tecido mágico”,  ordenou o rei.
Um dos espertalhões, o mais loquaz, se pôs a falar.
“Majestade, diferente de todos os tecidos comuns, o tecido que nós tecemos é mágico porque somente as pessoas inteligentes podem vê-lo. Vestindo um terno feito com esse tecido Vossa Majestade será cercado apenas por pessoas inteligentes, pois somente elas o verão...”
O rei ficou encantado e imediatamente contratou os dois espertalhões, oferecendo-lhes um amplo aposento onde poderiam montar os seus teares e e tecer o tecido que só os inteligentes poderiam ver..
Passados alguns dias o rei mandou chamar o ministro da educação e ordenou-lhe que fosse examinar o tecido.  O ministro dirigiu-se ao aposento onde os tecelões estavam trabalhando.
“Veja, excelência, a beleza do tecido”, disseram eles com a mãos estendidas. O ministro da educação não viu coisa alguma e entrou em pânico. “Meu Deus, eu não vejo o tecido, logo  sou burro...” Resolveu, então, fazer de contas que era inteligente e começou a elogiar o tecido como sendo o mais belo que havia visto.
“Majestade”, relatou o minsitro da educação ao rei, “o tecido é incomparável, maravilhoso. De fato os tecelões são verdadeiras magos!” O rei ficou muito feliz.
Passados mais dois dias ele convocou o ministro da guerra e ordenou-lhe que examinasse o tecido. Aconteceu a mesma coisa. Ele não viu coisa alguma. “ Meu Deus”, ele disse, “ não sou inteligente. O ministro da educação viu e eu não estou vendo...” Resolveu adotar a mesma tática do ministro da educação e fez de contas que estava vendo. O rei ficou muito feliz com a seu relatório. E assim aconteceu com todos os outros ministros. Até que o rei resolveu pessoalmente ver o tecido maravilhoso. Mas, como os ministros, ele não viu coisa alguma porque nada havia para ser visto. Aí ele pensou:  “Os ministros da educação, da guerra, das finanças, da cultura, das comunicações viram. São inteligentes. Mas eu não vejo nada! Sou burro. Não posso deixar que eles saibam da minha burrice porque pode ser que tal conhecimento venha a desestabilizar o meu governo...” O rei, então, entregou-se a elogios entusiasmados ao tecido que não havia.
O cerimonial do palácio determinou então que deveria haver uma grande festa para que todos vissem o rei em suas novas roupas. E todos ficaram sabendo que somente os inteligentes as veriam. A mídia, televisão e jornais, convidaram todos os cidadãos inteligentes a que comparecessem à solenidade.
No Dia da Pátria, a cidade engalanada, bandeiras por todos os lados, bandas de música, as ruas cheias, tocaram os clarins e ouviu-se uma voz pelos alto-falantes:
“Cidadãos do nosso país! Dentro de poucos instantes a sua inteligência será colocada à prova. O rei vai desfilar usando a roupa que só os inteligentes podem ver.”
Canhões dispararam uma salva de seis tiros. Ruflaram os tambores. Abriram-se os portões do palácio e o rei marchou vestido com a sua roupa nova.
Foi aquele oh! de espanto. Todos ficaram maravilhados. Como era linda a roupa do rei! Todos eram inteligentes.
No alto de uma árvore estava encarapitado um menino a quem não haviam explicado as propriedades mágicas da roupa do rei. Ele olhou, não viu roupa nenhuma, viu o rei pelado exibindo sua enorme barriga,  suas nádegas murchas  e  vergonhas dependuradas. Ficou horrorizado e não se conteve. Deu um grito que a multidão inteira ouviu:
“O rei está pelado!”
Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. E uma gargalhada mais ruidosa que a salva de artilharia. Todos gritavam enquanto riam: “ O rei está nu, o rei está nu...”
O rei tratou de tapar as vergonhas com as mãos e voltou correndo para dentro do palácio.
Quanto aos espertalhões, já estavam longe e haviam transferido os milhões que haviam ganho para um paraíso fiscal...”
Não foi bem assim que Hans Christian Andersen contou a história. Eu introduzi uns floreados para torná-la mais atual. Agora vou contar a mesma história com um fim diferente. Ela é em tudo igual à versão de Andersen, até o momento do grito do menino.
“O rei está pelado!
Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão.
Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! É  um subversivo, a serviço das elites!”
Com estas palavras agarraram o menino, colocaram-no numa camisa de força  e o internaram num manicômio.
Moral da história: Em terra de cego quem tem um olho não é rei. É doido.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CIA (Estados Unidos) matou presidentes em todos os continentes

Lumumba, Allende, Sadam, Milosevic, Sukarno, Mossadegh, Arbenz e tantos outros foram assassinados após sofrerem campanhas de calúnias e difamação, sempre a partir de Washington, por defenderem seus povos e seus países.

EUA assassina Kadafi para roubar o petróleo dos líbios

Kadafi morreu como viveu: lutando, doando a sua generosa vida pelo seu povo. A revolução que liderou em 1969 colocou as riquezas do país a serviço dos líbios e construiu um país moderno
A estupidez pode ser tão monstruosa quanto o crime – quando ambos são derivados da mais abjeta covardia.
Desde a quinta-feira da última semana, quando Muamar Kadafi, aos 69 anos, depois de alvejado por aviões norte-americanos e franceses que guiavam “tropas especiais” inglesas e alemãs, foi cercado, torturado e assassinado por alguns marginais de aluguel, é difícil saber o que é mais monstruoso – se esse crime sanguinário, hediondo, bárbaro, selvagem, em desprezo a milhares de anos de civilização, ou se alguns papagaios do imperialismo com sua conversa cínica sobre “transição democrática”, “avanço democrático”, ou, como disse um débil mental no Itamaraty, contra toda a nossa tradição desde o Barão do Rio Branco, supostas “aspirações democráticas” desses assassinos.
Kadafi morreu como viveu: lutando, doando a sua generosa vida pelo seu povo. A sua grandeza está acima, agora definitivamente, não só de seus bestiais assassinos, mas também dos micróbios que se agacham diante deles. O último momento de Kadafi é o desmascaramento completo e absoluto da “democracia” desse vomitante “imperialismo humanitário” - marca infame tão impossível de apagar quanto o punhal que perseguia Macbeth após o sangramento do rei Duncan no castelo de Inverness.
REGRESSÃO MORAL
A única diferença é que Macbeth escondeu o seu crime. O mesmo não se pode dizer dos EUA, dos medíocres Obama ou Hillary, e outros canalhas ainda piores, que regrediram a um estágio moral e civilizatório anterior aos primeiros albores do ser humano sobre a Terra.
Não precisamos senão dos dados da própria ONU – usada e arrastada na lama nesses 203 dias de destruição por atacado da Líbia para saquear o seu petróleo – para mostrar quem era Kadafi: a Líbia era o país de maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de toda a África (aliás, maior que o do Brasil: cf. United Nations Development Programme, Human Development Report 2010).
A revolução de 1969, liderada pelo então coronel Kadafi, transformou um dos mais pobres e explorados países do planeta, num país moderno, com infraestrutura avançada, e com suas riquezas, em especial o seu petróleo, a serviço do povo. Nem falaremos na sua ajuda a outros povos. Sobre isso, basta uma frase de Nelson Mandela: “Os que se irritam com nossa amizade com o presidente Kadafi podem pular na piscina”. Kadafi ajudou a África do Sul no pior momento de sua história. Não por acaso, um dos netos de Mandela chama-se Kadafi.
Mas, o que dizer de um país em que a eletricidade era um direito comum, isto é, não era sujeita a pagamento? De um país em que a moradia havia sido declarada “direito da Humanidade”? Em que era proibido cobrar juros por empréstimos ao consumidor? Em que o atendimento médico e a educação eram públicos e gratuitos? Em que o governo garantia aos agricultores não somente a terra, mas uma casa, os animais, o equipamento e as sementes?
Foi exatamente isso o que foi destruído na Líbia por bombardeiros dos EUA, “tropas especiais” de seus satélites e mercenários arregimentados no esgoto da sociedade líbia. Essa é a “transição democrática” dessas bestas feras. Quem quiser conciliar com isso que o faça. Mas há certas coisas na vida que são inesquecíveis - de tão imperdoáveis.
É verdade, Kadafi tinha lá suas manias: uma delas era não aceitar pagamento pelo petróleo em dólares – podia até trocá-lo por outras mercadorias, mas em dólares, não.
Outra era não acreditar em parlamentos, para ele sempre corruptos. Por isso, elaborou um sistema de democracia direta – sem partidos, com o objetivo dos eleitores escolherem diretamente, sem intermediação. Independente da opinião que se tenha sobre este experimento, se há algo que não se pode honestamente acusar a Jamahiriya (república de massas) Árabe Popular e Socialista da Líbia era de falta de liberdade.
Naturalmente, tudo isso é o contrário do que dizem o imperialismo, sua mídia e seus papagaios. Mas não foi sempre assim? Não foi de ditadores – ou de tentar instalar uma ditadura - que acusaram João Goulart, Lumumba, Allende, Mossadegh, Sukarno, Árbenz, Sadam? E todos nós sabemos o que veio depois do golpe, sempre deslanchado em Washington, contra cada um desses líderes. E, aliás, não é do mesmo modo que ainda agora tentam difamar o presidente Chávez, o comandante Fidel Castro, o presidente Evo Morales, e até a suave presidente Cristina Kirchner?
Naturalmente, Kadafi cometeu erros. Mas o principal foi, precisamente, o de ser pacífico demais e até confiar um pouco demais na canalha imperialista. O petróleo líbio era explorado pela estatal NOC (em inglês, Libia Oil National Corporation). Porém, sucessivas licitações introduziram na Líbia cerca de 60 multinacionais. O enfraquecimento da NOC (não só a redução de seu controle sobre o petróleo: seus funcionários mais especializados foram atraídos pelas multinacionais) não foi bom para o povo líbio – nem o programa de privatizações.
Alguns telegramas revelados pelo Wikileaks expõem a trama: num deles, o chefe da missão dos EUA na Líbia, John Stevens, diz que o governo líbio estava reduzindo o lucro das multinacionais, ao exigir uma “excessiva” contrapartida pela exploração do petróleo (despacho de 27 de novembro de 2007, Stevens para o Departamento de Comércio dos EUA).
Noutro, o mesmo Stevens relata uma conversa com um entreguista alojado na estatal petrolífera líbia, que reclama da gestão, supostamente política e centralizadora, da empresa – que, no momento, tentava aumentar a produção de petróleo dos 1,7 milhão de barris/dia, de 2008, para 3 milhões de barris/dia em 2012. Um executivo – ex-funcionário da estatal – diz que “minha empresa obtém os mesmos lucros em um país vizinho, extraindo apenas 25% do petróleo extraído na Líbia”. O fim da mensagem é mais revelador ainda: fala de membros do governo líbio que gostariam que houvesse mais empresas norte-americanas explorando o petróleo líbio (despacho de 1º de dezembro de 2008)
DEFESA DA LÍBIA
Em suma, o que o imperialismo tinha contra Kadafi é que ele defendia os interesses do povo líbio, era que ele não permitia que as multinacionais fizessem na Líbia o que fizeram em outros, e desgraçados, países petrolíferos: escravizar o povo, jogá-lo na fome, na miséria, e pilhar a sua maior riqueza natural.
Realmente, a entrada de multinacionais e as privatizações fizeram com que alguns membros do governo líbio fossem corrompidos e se tornassem traidores.
Porém, não Kadafi. Pelo contrário, sua atitude diante da agressão e da traição, sua disposição de dar a vida pelo seu povo, redimem qualquer erro – até porque, compreensíveis, num país que suportava intenso bloqueio e sabotagem por décadas.
Kadafi morreu como o herói que revolucionou a Líbia – e assim permanecerá, não somente na memória, mas como exemplo para os líbios e para a Humanidade. Agora, que não podem mais assassiná-lo, ele se tornou eterno, para castigo de seus algozes. Cada líbio e cada homem digno desse nome, agora é um Kadafi, e estarão à altura de sua vida e de sua obra. Mais cedo do que tarde, é o que se verá.
 
CARLOS LOPES - Jornal Hora do Povo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Manifestantes mauricinhos varrem corrupção para debaixo do tapete

Uma turma acostumada a dirigir seus Porsches, Camaros, Ferraris, etc decidiu fazer algo diferente no dia 12 de outubro e saiu às ruas de Brasília e de outras cidades, arregimentados através das redes sociais e açulados pela mídia lacerdista e pela oposição.
 
As patricinhas e mauricinhos portavam vassouras que só vêm em suas mansões nas mãos dos seus criados (e querem mantê-las sempre nas mãos deles). Mas fizeram uma exceção no dia 12, já que o movimento era folclórico mesmo e um dia apenas para aparecer com elas não fazia mal. Dava até muito “Ibope” e holofotes aparecer com os objetos, encenando varrer o chão. Imitando o patrono Jânio Quadros - que se elegeu presidente em 1960 com o apoio da direitista UDN de Carlos Lacerda e cujo símbolo era uma vassoura, diziam que aquilo simbolizava varrer a corrupção que, segundo eles, estava em tudo quanto era lugar: no Congresso, no governo, na quitanda, na biboca, padaria da esquina, embaixo da cama e na toca do tatu.
 
Só não viram corrupção e não falaram nada onde realmente ela existe. No saque bilionário dos monopólios contra o Estado e contra o povo, recursos desviados da sociedade para se locupletarem. No desvio de R$ 160,207 bilhões, gastos somente com juros, em apenas 8 meses, até agosto. Enquanto a Saúde, Educação, Saneamento e outros padecem com parcos recursos. Na taxa de juros (Selic) que se mantém ainda a mais alta do mundo, beneficiando os especuladores que faturam com os títulos do governo. Dá para entender porque não querem ver essa vasta corrupção e só criticam a roubalheira miúda, varrendo a corrupção pesada para debaixo do tapete. HP

sábado, 27 de agosto de 2011

Sarkozy intima BRICS: quem quiser saquear Líbia tem que apoiar Otan e mercenários já!

Kadafi resiste: “Vitória ou martírio”

Otan registra mais de 7.500 ataques aéreos para derrubar governo
Sarkozy fez seu anúncio depois de reunir-se com um certo Mahmoud Jibril, um agente notório da CIA, com pós-graduação e longos anos nos EUA. Jibril é o candidato dos EUA a ditador-fantoche na Líbia. Que Sarkozy seja um colaboracionista dos EUA contra os interesses da própria França, faz parte do seu perfil – não fez outra coisa na vida, senão seguir o caminho dos Laval e Pétain. Assim, eles pretendem que o “futuro da Líbia” - isto é, a partilha do petróleo do povo líbio - seja decidido em Paris, referendando o já decidido em Washington, e querem nos tanger a apoiar semelhante lição de democracia.HP

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vilão do preço extorsivo dos carros é o lucro das múltis, não o ‘Custo Brasil’

“Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo”, afirma o jornalista Joel Silveira Leite, no blog Mundo em Movimento. Ao contrário das justificativas das montadoras, todas multinacionais, para os altos preços dos automóveis vendidos no Brasil – alta carga tributária, custo do capital, alto valor da mão de obra e baixa escala de produção, chamados de Custo Brasil – ele aponta que “o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor”.
Conforme Leite, “as montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes”.
Interessante o esclarecimento dado pelo presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes: “os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado”.
Um executivo da Mercedes-Benz ouvido em off por Leite frisou que “o preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil”.
Em 1978, havia um mercado interno de 1 milhão de unidades. Com esse volume de produção as montadoras diziam que não era possível produzir um carro barato no país e que era preciso aumentar a escala de produção. No ano passado, o Brasil foi o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor: 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades. “Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?”, questiona Leite.
Mais eis que o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, estabeleceu um novo patamar para que haja redução do preço final: 5 milhões de carros.
Segundo o jornalista “o imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool. Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool”.
“Enquanto a carga tributária total do país, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento. Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor”, acrescenta.
Resumo da ópera: “As fábricas reduzem os custos com o aumento da produção, espremem os fornecedores, que reclamam das margens limitadas, o governo reduz impostos, como fez durante a crise, as vendas explodem e o Brasil se torna o quarto maior mercado consumidor e o sexto maior produtor. E o Lucro Brasil permanece inalterado, obrigando o consumidor a comprar o carro mais caro do mundo”
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