segunda-feira, 6 de abril de 2015
segunda-feira, 31 de março de 2014
Estudantes e entidades denunciam manobra de relator no texto do PNE
“O texto apresentado pelo
deputado Vanhoni admite investimento público nas instituições privadas por meio
de bolsas no Brasil e no exterior”, denunciam
"Com o
relatório apresentado pelo deputado Vanhoni esta sendo orquestrado pelo, governo
federal, um golpe contra a educação brasileira”, afirmou Iara Cassano,
secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE) ao denunciar a manobra
realizada pelo relator no parecer do Plano Nacional de Educação (PNE),
apresentado na última semana na Comissão Especial Câmara dos Deputados que
analisa o substitutivo do texto aprovado pelo Senado.
Segundo
Iara, “com o atual relatório a discussão que há quatro anos fazemos, desde a
Conferência Nacional de Educação (CONAE) para alcançar uma educação pública de
qualidade é perdida. De nada adianta manter a Meta 20 como estava no texto
originário da Câmara, onde se garante a ampliação do investimento público em
educação pública, se no parágrafo 4° do artigo 5º da lei se mantém o que veio do
Senado”.
MANOBRA
Em seu
parecer, o deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), alterou o texto da Meta 20 do PNE,
trazendo novamente a palavra “pública” ao definir a destinação de investimento
mínimo dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB), para a educação. “Ampliar o
investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o
patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto – PIB do País no quinto
ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do
PIB ao final do decênio”, afirma o texto, que foi defendido pelas entidades e
movimentos ligados à educação.
Entretanto, a manobra realizada pelo relator consiste em manter o 4º parágrafo
do artigo 5º da lei do PNE. O texto não constava no projeto aprovado na Câmara
em 2012 e foi gerido no Senado, que deu um caráter privatista ao plano.
O texto
do parágrafo considera que o investimento público em educação “engloba os
recursos aplicados na forma do art. 212 da Constituição Federal e do art. 60 do
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como os recursos aplicados
nos programas de expansão da educação profissional e superior, inclusive na
forma de incentivo e isenção fiscal, as bolsas de estudos concedidas no Brasil e
no exterior, os subsídios concedidos em programas de financiamento estudantil e
o financiamento de creches, pré-escolas e de educação especial”.
“O texto
apresentado pelo deputado admite investimento público em instituições privadas
por meio de bolsas no Brasil e no exterior, financiamento estudantil, além de
incentivo e isenção fiscal, ou seja, o financiamento público também vai incluir
o ProUni, Fies, Pronatec, etc”, ressaltou Iara.
INCOERÊNCIA
Para os
membros do Fórum Nacional de Educação (FNE) há uma incoerência no texto
apresentado por Vanhoni. O Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Tramitação do
PNE se reuniu, na quarta-feira (26), com o relator do projeto para apontar a
deficiência no texto.
O FNE não
concorda com o escrito, no Parágrafo 4 do Artigo 5º, que trata desta destinação.
Segundo a entidade que une poder público e sociedade civil, a leitura abre
brechas para investimento em educação privada e não apenas pública.
Também na
quarta-feira, em Brasília, os estudantes deram início a Jornada Nacional de
Lutas da Juventude. Os jovens organizados em diversas entidades estudantis,
juventudes partidárias e movimentos sociais realizaram manifestação com mais de
duas mil pessoas que saiu do Museu Nacional e foi até o Congresso Nacional
exigindo que o PNE garanta os investimentos públicos para as instituições
públicas de ensino.
“Há quem
diga que as vagas do ProUni e do Fies são vagas públicas, porém não são e nosso
objetivo é que esses programas sejam superados, que as universidades e todo o
ensino verdadeiramente público seja a política de estado. O ProUni e o Fies são
valorosos como medidas emergenciais e foram crucial para o país, mas não podem
se tornar o pilar da educação brasileira. Educação, formação de ciência e
tecnologia são setores estratégicos para o desenvolvimento e independência da
nação e não podem ficar submissos ao setor privado”, ressaltou a
secretária-geral da UNE.
Para o
deputado federal Ivan Valente (PSOL) é “fundamental os 10% do PIB de gastos
públicos para a educação pública. Não aceitamos que transferência de recursos
públicos para o setor privado através do ProUni, do Fies, do Pronatec, sejam
incluídos nos 10%. Eles tem que ser por fora disso. Por isso o relatório do
deputado Ângelo Vanhoni precisa explicitar o que é um gasto público com educação
pública”.
A
avaliação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos
de Ensino) sobre o atual relatório debatido na Câmara é de que ele “não atende
as principais reivindicações da sociedade, referentes à destinação de 10% do PIB
para a educação pública”. Segundo a entidade, o texto retira “verbas da educação
pública – remetendo parte significativa para o setor privado –, também
compromete a responsabilidade do Estado para com a expansão das vagas públicas
nos diferentes níveis, etapas e modalidades, e, pior, confunde o caráter público
da educação, na medida em que a meta 20 aponta, explicitamente, que os
investimentos públicos deverão ser destinados à educação pública”.
VOTAÇÃO
A votação
do PNE pela Comissão Especial que o analisa foi confirmada para a próxima
quarta-feira, 2 de abril. A CONTEE conclamou suas entidades filiadas e todos que
defendem a educação a intensificarem a mobilização para assegurar um PNE que
represente um real compromisso com a educação pública, prioritária para o
desenvolvimento nacional, dever do Estado e direito de cada cidadão.
www.horadopovo.com.br
9 Dicas de Como Fazer Trabalhos Usando a Internet
Pela primeira vez na história da humanidade, temos o mais vasto acervo
de informações de mundo ao toque de um teclado ou clique do Mouse.
"O maior problema do preguiçoso crônico é a atrofia mental..."
Um dos mais elevados ensinamentos é mostrar como se faz, e depois, ensinar a compartilhar aquilo que se aprendeu...
Usar a internet para pesquisas é
algo muito comum hoje em dia. Com a tecnologia cada vez mais avançada,
fica fácil obter conhecimento para concluir tarefas de casa ou fazer
trabalhos escolares, da universidade e até monografias.
Crianças e jovens estão cada vez mais conectados e já sabem como usar seus computadores e gadgets para pesquisas e trabalhos. Pensando nesse cenário, eis algumas dicas para os que gostam da combinação trabalho/pesquisa e internet:
Crianças e jovens estão cada vez mais conectados e já sabem como usar seus computadores e gadgets para pesquisas e trabalhos. Pensando nesse cenário, eis algumas dicas para os que gostam da combinação trabalho/pesquisa e internet:
- Aprofunde suas buscas. Evite ficar só naqueles sites manjados como Wikipédia e outras fontes oficiais. A internet é bacana por oferecer milhões de outras opções;
- Se você tiver alguma noção da língua, procure por páginas em inglês. Às vezes existem até mais recursos e conteúdo para pesquisar, além de ajudar na prática do idioma;
- Mostre seu poder de entendimento e reescreva as informações com suas palavras. A internet pode ter trabalhos prontos, mas o mérito vem com o seu entendimento do assunto e na composição do texto;
- Ao sentar para fazer uma pesquisa e um trabalho na frente do computador, feche todas as redes sociais e evite os games. Para um bom desempenho, é melhor evitar distrações;
- Quando o trabalho for em grupo e receber uma parte feita por algum colega, cole um trecho do texto no Google para detectar cópias. É melhor agir como professor para evitar problemas futuros;
- Cuidado onde pisa. Existem muitos sites com informações falsas e trabalhos copiados de forma ilegal. Segundo o site Psafe, esta é uma tática comum de sites de malware: copiar conteúdo para atrair leitores e infectar máquinas. Evite esse tipo de fonte;
- Não fique refém da internet. Caso não esteja achando respostas para seu trabalho, é melhor recorrer à boa e velha biblioteca da escola/faculdade;
- Não pense que vai achar tudo fácil e de mão beijada. Essa dica complementa a primeira dada no texto. Portanto, capriche na pesquisa;
- A última e não menos importante: nunca copie um trabalho. Muitos professores já sabem como detectar fraudes e isso não será bom para você!
A Avaliação da Aprendizagem nos dias de Hoje
Autor: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel
Um educador motivado pela vocação, forma alunos motivados pelo senso de organização.
A dúvida é algo natural que deve ser estimulada. O bom docente sabe usá-la em benefício do aluno, e de si mesmo...
Nos dias de hoje, a avaliação da
aprendizagem não é algo meramente técnico. Envolve auto-estima, respeito
à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida,
sentimentos e posicionamento político. Embora essas dimensões não sejam
perceptíveis a todos os professores, observa-se, por exemplo, que um
professor que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o
raciocínio desse educando e rever sua prática docente, e, se necessário,
reformulá-la, possui uma posição bem diversa daquele que apenas atribui
zero àquela questão e continua dando suas aulas da mesma maneira.
Do mesmo modo, o educador que faz uso de instrumentos de avaliação diversos para, ao longo de um período, acompanhar o ensino-aprendizagem, é diferente daquele que se restringe a dar uma prova ao final do período.
Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão. Desse modo, três elementos se fazem presentes no ato de avaliar: a realidade ou prática julgada, os padrões de referência, que dão origem aos critérios de julgamento, e o juízo de valor.
Do mesmo modo, o educador que faz uso de instrumentos de avaliação diversos para, ao longo de um período, acompanhar o ensino-aprendizagem, é diferente daquele que se restringe a dar uma prova ao final do período.
Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão. Desse modo, três elementos se fazem presentes no ato de avaliar: a realidade ou prática julgada, os padrões de referência, que dão origem aos critérios de julgamento, e o juízo de valor.
Através desses elementos, constata-se que a avaliação não é um processo apenas técnico. O educador deve refletir acerca de algumas questões: Quem julga? Por que e para que se julga? Quais os aspectos da realidade que devem ser julgados? Deve-se partir de que critérios? Esses critérios se baseiam em quê? A partir dos resultados do julgamento, quais são os tipos de decisões tomadas?
Como foi dito, a avaliação não é um processo apenas técnico, é um procedimento que inclui opções, escolhas, ideologias, crenças, percepções, posições políticas, vieses e representações, que informam os critérios através dos quais será julgada uma realidade. A avaliação do aproveitamento de alunos, por exemplo, pode basear-se em critérios reduzidos, apenas à memorização de conteúdos, ou pode basear-se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização crítica e cidadã. Esses critérios se originam de opiniões acerca do que se entende por educação, e vão direcionar o julgamento de valor acerca do desempenho daqueles alunos.
O Projeto Político-Pedagógico da escola deve ser elaborado coletivamente, e expor a visão acerca da missão da unidade escolar, direcionando os critérios através dos quais as práticas docentes que estão sendo desenvolvidas, sejam avaliadas. A avaliação da aprendizagem não é um julgamento de valor apenas acerca do aluno, mas também acerca da prática docente, que tem como resultado o desempenho do aluno. Segundo Paulo Freire, a avaliação não é um ato pelo qual A avalia B, mas sim um processo pelo qual A e B avaliam uma prática educativa.
Quando um professor dá uma explicação sobre um conteúdo, e no entanto, nos instrumentos de avaliação que ele elabora, propõe exercícios que abordam aspectos e habilidades referentes à matéria que não foram trabalhados, o aluno sente-se "perdido", sem ter um caminho a seguir, uma reflexão que possa fazer acerca daquela matéria.
O educador deve ter uma posição de não neutralidade envolvida na escolha dos critérios para o julgamento de valor e na escolha daquilo que se deseja julgar, a avaliação, como dissemos anteriormente, envolve mais do que uma simples contemplação. Ela requer tomada de decisão. Conforme Luckesi (1996), sendo o juízo satisfatório ou insatisfatório, temos sempre três possibilidades de tomada de decisão: continuar na situação em que nos encontramos, introduzir mudanças para que o objeto ou situação se modifique para melhor ou suprimir a situação ou objeto.
Infelizmente, algumas tomadas de decisão partindo de critérios que limitam o processo educativo a aulas expositivas, de linguagem pouco clara para os educandos, e, que restringem a avaliação a apenas um momento final, partindo de um único instrumento, homogêneo, tendem a optar pela "supressão" do educando direta ou indiretamente, através de sua reprovação.
Desse modo, o educador de hoje, deve repensar acerca dos seus critérios de avaliação, acerca da necessidade de construir políticas e práticas que considerem essa diversidade e que estejam comprometidas com o sucesso e não o fracasso escolar.
Para isso, faz-se necessário um retorno as formas pelas quais a avaliação foi planejada.
A infanticida Maria Farrar - Bertolt Brecht
A infanticida Maria Farrar
Maria Farrar, nascida em abril,
sem sinais particulares,
menor de idade, orfã, raquítica,
ao que parece matou um menino
da maneira que se segue,
sentindo-se sem culpa.
Afirma que grávida de dois meses
no porão da casa de uma dona
tentou abortar com duas injeções
dolorosas, diz ela,
mas sem resultado.
E bebeu pimenta em pó
com álcool, mas o efeito
foi apenas de purgante.
Mas vós, por favor, não deveis
vos indignar.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Seu ventre inchara, agora a olhos vistos
e ela própria, criança, ainda crescia.
E lhe veio a tal tonteira no mei do ofício das matinas
e suou também de angústia aos pés do altar.
Mas conservou em segredo o estado em que se achava
até que as dores do parto lhe chegaram.
Então, tinha acontecido também a ela,
assim feiosa, cair em tentação.
Mas vós, por favor, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Naquele dia, disse, logo pela manhã,
ao lavar as escadas sentiu uma pontada
como se fossem alfinetadas na barriga.
Mas ainda consegue ocultar sua moléstia
e o dia inteirinho, estendendo paninhos,
buscava solução.
Depois lhe vem à mente que tem que dar à luz
e logo sente um aperto no coração.
Chegou em casa tarde.
Mas vós, por favor, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Chamaram-na enquanto ainda dormia.
Tinha caído neve e havia que varrê-la,
às onze terminou. Um dia bem comprido.
Sòmente à noite pode parir em paz.
E deu à luz, pelo que disse, a um filho
mas ela não era como as outras mães.
Mas vós, por favor, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Com as últimas forças, ela disse, prosseguindo,
dado que no seu quarto o frio era mortal,
se arrastou até a privada, e ali,
quando não mais se lembra,
pariu como pôde quase ao amanhecer.
Narra que a esta altura estava transtornadíssima,
e meio endurecida e que o garoto, o segurava a custo
pois que nevava dentro da latrina.
Entre o quarto e a privada
o menino prorrompeu em pratos
e isso a perturbou de tal maneira, ela disse,
que se pôs a socá-lo
às cegas, tanto, sem cessar,
até o fim da noite.
E de manhã o escondeu então no lavatório.
Mas vós, por favor, não deveis vos indignar,
toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Maria Farrar, nascida em abril,
morta no cárcere de Moissen,
menina-mãe condenada,
quer mostrar a todos o quanto somos frágeis.
Vós que parís em leito confortável
e chamais bendido vosso ventre inchado,
não deveis execrar os fracos e desamparados.
Por obséquio, pois, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Bertolt Brecht
Maria Farrar, nascida em abril,
sem sinais particulares,
menor de idade, orfã, raquítica,
ao que parece matou um menino
da maneira que se segue,
sentindo-se sem culpa.
Afirma que grávida de dois meses
no porão da casa de uma dona
tentou abortar com duas injeções
dolorosas, diz ela,
mas sem resultado.
E bebeu pimenta em pó
com álcool, mas o efeito
foi apenas de purgante.
Mas vós, por favor, não deveis
vos indignar.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Seu ventre inchara, agora a olhos vistos
e ela própria, criança, ainda crescia.
E lhe veio a tal tonteira no mei do ofício das matinas
e suou também de angústia aos pés do altar.
Mas conservou em segredo o estado em que se achava
até que as dores do parto lhe chegaram.
Então, tinha acontecido também a ela,
assim feiosa, cair em tentação.
Mas vós, por favor, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Naquele dia, disse, logo pela manhã,
ao lavar as escadas sentiu uma pontada
como se fossem alfinetadas na barriga.
Mas ainda consegue ocultar sua moléstia
e o dia inteirinho, estendendo paninhos,
buscava solução.
Depois lhe vem à mente que tem que dar à luz
e logo sente um aperto no coração.
Chegou em casa tarde.
Mas vós, por favor, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Chamaram-na enquanto ainda dormia.
Tinha caído neve e havia que varrê-la,
às onze terminou. Um dia bem comprido.
Sòmente à noite pode parir em paz.
E deu à luz, pelo que disse, a um filho
mas ela não era como as outras mães.
Mas vós, por favor, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Com as últimas forças, ela disse, prosseguindo,
dado que no seu quarto o frio era mortal,
se arrastou até a privada, e ali,
quando não mais se lembra,
pariu como pôde quase ao amanhecer.
Narra que a esta altura estava transtornadíssima,
e meio endurecida e que o garoto, o segurava a custo
pois que nevava dentro da latrina.
Entre o quarto e a privada
o menino prorrompeu em pratos
e isso a perturbou de tal maneira, ela disse,
que se pôs a socá-lo
às cegas, tanto, sem cessar,
até o fim da noite.
E de manhã o escondeu então no lavatório.
Mas vós, por favor, não deveis vos indignar,
toda criatura precisa da ajuda dos outros.
Maria Farrar, nascida em abril,
morta no cárcere de Moissen,
menina-mãe condenada,
quer mostrar a todos o quanto somos frágeis.
Vós que parís em leito confortável
e chamais bendido vosso ventre inchado,
não deveis execrar os fracos e desamparados.
Por obséquio, pois, não vos indigneis.
Toda criatura precisa da ajuda dos outros.
O Analfabeto Político - Bertolt Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem
participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o
preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do
remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
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