Antilulismo de Serra leva sua candidatura a cair mais 8 pontos
Diferença em relação a Dilma agora é metade das intenções de voto em Ciro
Segundo a última pesquisa CNT/Sensus, realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e divulgada na segunda-feira, Serra voltou a cair nas intenções de voto chegando a 31,8%. Em setembro, ele estava com 39,5%, uma queda acentuada de 7,7 pontos em dois meses. A pesquisa tem registrado uma tendência declinante da candidatura tucana. Em dezembro de 2008, Serra estava com 42,8%. No mesmo período a ministra Dilma Rousseff mais que dobrou a sua popularidade, passando dos 10,4% em dezembro de 2008 para 21,7%, em novembro, quando Ciro Gomes registrou 17,5%.
Com os escandalos no governo de São Paulo a tendência é que a queda de Serra nas próximas pesquisas seja ainda maior. Enquanto isso a ministra Dilma Rousseff, com apoio de Lula, só tem crescido.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Papai Noel do DF era cotado para vice de Serra
Arruda esclarece: a propina era para comprar panetone
PSDB está envolvido, diz o autor dos filmes
A operação Caixa de Pandora, da PF, trouxe a público na sexta-feira, através de dezenas de vídeos, depoimentos e documentos apreendidos, um esquema de corrupção dentro do governo de Brasília, chefiado pelo próprio governador, que determinava pessoalmente a distribuição do dinheiro. Os policiais apreenderam documentos e computadores em gabinetes, casas de deputados e secretários do governo. Até a residência oficial do governador foi revistada, com autorização do STJ. “Ahnnn, ótimo! [pausa] eu tô achando que devia passar lá em casa, porque descer com isso é ruim...”, diz Arruda, amigo de Serra – ventilado para seu vice – e ex-líder tucano no Senado, em um dos vídeos entregues à PF, recebendo dinheiro de seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.
FONTE: HP
PSDB está envolvido, diz o autor dos filmes
A operação Caixa de Pandora, da PF, trouxe a público na sexta-feira, através de dezenas de vídeos, depoimentos e documentos apreendidos, um esquema de corrupção dentro do governo de Brasília, chefiado pelo próprio governador, que determinava pessoalmente a distribuição do dinheiro. Os policiais apreenderam documentos e computadores em gabinetes, casas de deputados e secretários do governo. Até a residência oficial do governador foi revistada, com autorização do STJ. “Ahnnn, ótimo! [pausa] eu tô achando que devia passar lá em casa, porque descer com isso é ruim...”, diz Arruda, amigo de Serra – ventilado para seu vice – e ex-líder tucano no Senado, em um dos vídeos entregues à PF, recebendo dinheiro de seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.
FONTE: HP
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Informe e Convite
Informamos aos inscritos no Curso de Tecnologias da Educação, ensinando e aprendendo com as TIC, que as aulas terão início dia 12 de setembro de 2009, sábado, às 14h, no nosso laboratório de Informática.
Wilson - Gestor
professores inscritos
Rosa Leal, Kátia Cilene, Socorro Souza, Rafaely Normando, Eliete Maia, Lourdes Maciel, Edileuza Cavalcante, Celene Barros, Cristiane Neres, Emerson Machado, Vanderley Rocha, Raimunda Almeida e eu mesmo. kkkkkk
Wilson - Gestor
professores inscritos
Rosa Leal, Kátia Cilene, Socorro Souza, Rafaely Normando, Eliete Maia, Lourdes Maciel, Edileuza Cavalcante, Celene Barros, Cristiane Neres, Emerson Machado, Vanderley Rocha, Raimunda Almeida e eu mesmo. kkkkkk
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Ibope, Globo, Folha e a metodologia do golpismo
Desde as eleições presidenciais de 1989, os “magos” de institutos de pesquisa são tratados pela grande imprensa como grãos-senhores da opinião pública, cientistas políticos dotados do preceito positivista da infalibilidade. Era de se esperar que os especialistas adulados soubessem que cair no canto da sereia midiática pode conduzir suas naus à boca do Adamastor ou espalhar-se no invisível Cabo das Tormentas.
A entrevista concedida pelo presidente do Ibope Carlos Augusto Montenegro à revista Veja (edição 2127, de 26/8/2009) bate de frente com o rochedo da verdade, lançando uma nuvem de suspeita sobre os rigores científicos de futuras pesquisas, seus modelos matemáticos e estatísticos.
Ao afirmar que “sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia”, Montenegro incorreu em erro primário. Ou o narcisismo excedeu os limites toleráveis, ou a má-fé já não se preocupa em vestir disfarces.
Um “pesquiseiro” pode ter uma expectativa a priori sobre os resultados (ou ninguém testaria hipóteses) e expô-la ao cliente – confidencialmente. Até deve, se achar que não é recomendável gastar tempo, dinheiro e esforço com pesquisa redundante. Mas não é disso que tratamos. É de coisa bem distinta. É do que diz o presidente de uma instituição com conhecidos vínculos com corporações midiáticas a uma revista que não esconde o protofascismo de sua linha editorial.
Dados, só com sondagem realizada
Ao emitir juízo de valor sobre a ministra Dilma que, apesar das evidências, ainda não confirmou sua pré-candidatura, o analista incorreu em duplo erro: ético e metodológico. Quando diz que Dilma não dispõe de carisma, simpatia ou jogo de cintura, Montenegro parece ter se esquecido que sua empresa vai ser solicitada a fazer pesquisa de opinião sobre o objeto dos comentários. Suas afirmações podem criar uma pré-percepção de predisposição. O que, convenhamos, é um desastre para a credibilidade do grupo que preside.
Em outro trecho, quando perguntado pelo jornalista Alexandre Oltramari sobre as possibilidades das candidaturas aventadas até o momento, o economista, habituado a realizar pesquisas em diversos setores, vaticina: “Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006.”Lorota. Em 1994, pesquisa sobre intenção de voto do Datafolha dava 41% para Lula contra 19% para FHC. O tucano ganhou o pleito no primeiro turno. Em 1998 e 2006 tivemos reeleições e os favoritos eram os candidatos a elas, respectivamente FHC forte (cf. “estelionato cambial”) e Lula, se não diretamente enfraquecido, pelo menos alvejado pelo “mensalão”. Coisa bem diferente de agora.Montenegro deveria saber que só tem que apresentar dados em cima de um parecer quantitativo que foi extraído de sondagem efetivamente realizada. Do contrário, como faz nessa entrevista, parece querer induzir futura pesquisa ou dar uma opinião pessoal, já dizendo, mesmo antes de fazê-la, qual vai ser o resultado. Conspiracionismos à parte, algo soou estranho nas “amarelinhas” da revista dos Civita.
Uma notinha indispensável
Nossa grande imprensa progride. Já havia abandonado a verdade factual para fazer campanha. Agora, faz pouco da verdade textual também.
A Folha de S.Paulo (“Apoio de petistas a Sarney é insustentável, diz Marina”, 23/08, página A4) falseia (deliberadamente?) as palavras da senadora Marina Silva.Diz o texto de Marta Salomon: “[Marina Silva] lançou mão de personagens da Bíblia para comparar a candidatura Dilma Rousseff e uma candidatura pelo PV à luta entre o gigante Golias e Davi.” Diz a senadora: “(...) não imagino que a candidatura do PT é Golias e nem tenho a pretensão de ser o Davi (...).” Portanto, e ao contrário do afirmado no texto redacional, a senadora “lança mão de personagens da Bíblia” para expor como descabida tal comparação.
O Globo já foi obrigado, no sábado [22/8], a se retratar pela manchete falsa da véspera, denunciada pela senadora no plenário do Senado, com transmissão ao vivo pela emissora da Casa. A Folha, que tem por política não se retratar de falsidades, vai esperar também ser – merecidamente – denunciada de público?
A profissão de fé jornalística nunca esteve tão em alta.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador da Hora do Povo e do Observatório da Imprensa
A entrevista concedida pelo presidente do Ibope Carlos Augusto Montenegro à revista Veja (edição 2127, de 26/8/2009) bate de frente com o rochedo da verdade, lançando uma nuvem de suspeita sobre os rigores científicos de futuras pesquisas, seus modelos matemáticos e estatísticos.
Ao afirmar que “sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia”, Montenegro incorreu em erro primário. Ou o narcisismo excedeu os limites toleráveis, ou a má-fé já não se preocupa em vestir disfarces.
Um “pesquiseiro” pode ter uma expectativa a priori sobre os resultados (ou ninguém testaria hipóteses) e expô-la ao cliente – confidencialmente. Até deve, se achar que não é recomendável gastar tempo, dinheiro e esforço com pesquisa redundante. Mas não é disso que tratamos. É de coisa bem distinta. É do que diz o presidente de uma instituição com conhecidos vínculos com corporações midiáticas a uma revista que não esconde o protofascismo de sua linha editorial.
Dados, só com sondagem realizada
Ao emitir juízo de valor sobre a ministra Dilma que, apesar das evidências, ainda não confirmou sua pré-candidatura, o analista incorreu em duplo erro: ético e metodológico. Quando diz que Dilma não dispõe de carisma, simpatia ou jogo de cintura, Montenegro parece ter se esquecido que sua empresa vai ser solicitada a fazer pesquisa de opinião sobre o objeto dos comentários. Suas afirmações podem criar uma pré-percepção de predisposição. O que, convenhamos, é um desastre para a credibilidade do grupo que preside.
Em outro trecho, quando perguntado pelo jornalista Alexandre Oltramari sobre as possibilidades das candidaturas aventadas até o momento, o economista, habituado a realizar pesquisas em diversos setores, vaticina: “Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006.”Lorota. Em 1994, pesquisa sobre intenção de voto do Datafolha dava 41% para Lula contra 19% para FHC. O tucano ganhou o pleito no primeiro turno. Em 1998 e 2006 tivemos reeleições e os favoritos eram os candidatos a elas, respectivamente FHC forte (cf. “estelionato cambial”) e Lula, se não diretamente enfraquecido, pelo menos alvejado pelo “mensalão”. Coisa bem diferente de agora.Montenegro deveria saber que só tem que apresentar dados em cima de um parecer quantitativo que foi extraído de sondagem efetivamente realizada. Do contrário, como faz nessa entrevista, parece querer induzir futura pesquisa ou dar uma opinião pessoal, já dizendo, mesmo antes de fazê-la, qual vai ser o resultado. Conspiracionismos à parte, algo soou estranho nas “amarelinhas” da revista dos Civita.
Uma notinha indispensável
Nossa grande imprensa progride. Já havia abandonado a verdade factual para fazer campanha. Agora, faz pouco da verdade textual também.
A Folha de S.Paulo (“Apoio de petistas a Sarney é insustentável, diz Marina”, 23/08, página A4) falseia (deliberadamente?) as palavras da senadora Marina Silva.Diz o texto de Marta Salomon: “[Marina Silva] lançou mão de personagens da Bíblia para comparar a candidatura Dilma Rousseff e uma candidatura pelo PV à luta entre o gigante Golias e Davi.” Diz a senadora: “(...) não imagino que a candidatura do PT é Golias e nem tenho a pretensão de ser o Davi (...).” Portanto, e ao contrário do afirmado no texto redacional, a senadora “lança mão de personagens da Bíblia” para expor como descabida tal comparação.
O Globo já foi obrigado, no sábado [22/8], a se retratar pela manchete falsa da véspera, denunciada pela senadora no plenário do Senado, com transmissão ao vivo pela emissora da Casa. A Folha, que tem por política não se retratar de falsidades, vai esperar também ser – merecidamente – denunciada de público?
A profissão de fé jornalística nunca esteve tão em alta.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador da Hora do Povo e do Observatório da Imprensa
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Major Olímpio alerta Marina que PV barganha princípios com José Serra
O deputado estadual Major Olimpio, que acabou de deixar o PV, alertou a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora do PT, Marina Silva, que seu antigo partido tem “uma obediência cega ao Serra”.
“Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo”, disse ao ser indagado sobre a ida para o PV, cogitada pela senadora.
Segundo Olímpio, “logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais”. O deputado entrou com um processo contra o partido para manter o cargo que seus eleitores, majoritariamente policiais, lhes deram. No processo, argumentou que foi censurado pelo partido em função das denúncias que fez ao governo Serra.
Entre elas a de que os helicópteros da Polícia Militar de São Paulo “viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador”. “Para você ter uma idéia, houve um sábado [em 2007] que o Goldman [Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo] pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um ‘táxi-aéreo do governo’, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão”.
fonte: HP
“Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo”, disse ao ser indagado sobre a ida para o PV, cogitada pela senadora.
Segundo Olímpio, “logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais”. O deputado entrou com um processo contra o partido para manter o cargo que seus eleitores, majoritariamente policiais, lhes deram. No processo, argumentou que foi censurado pelo partido em função das denúncias que fez ao governo Serra.
Entre elas a de que os helicópteros da Polícia Militar de São Paulo “viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador”. “Para você ter uma idéia, houve um sábado [em 2007] que o Goldman [Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo] pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um ‘táxi-aéreo do governo’, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão”.
fonte: HP
sábado, 1 de agosto de 2009
Considerações sobre o trabalho com leitura nas diferentes disciplinas
Em todas as áreas é importante o professor realizar a leitura de textos de diferentes gêneros para os alunos. Podem ser textos expositivos sobre os conteúdos abordados ou textos de outros gêneros relacionados indiretamente aos conteúdos ou mesmo outros textos instigantes que o professor julgue interessante compartilhar com a turma.
Os gêneros expositivos são aqueles que pretendem fazer compreender um assunto, apresentar um tema novo, expor um conceito ou conclusão – neles o autor compartilha informações sobre um assunto que supõe desconhecido ou pouco familiar aos leitores, com as explicações necessárias para favorecer o entendimento do que é tratado. Os textos que nos habituamos a chamar de textos teóricos e a maioria dos que estão nos livros didáticos das diferentes disciplinas, e também nos paradidáticos, são textos predominantemente expositivos. Esta definição que você está lendo é um texto expositivo. Outros exemplos são: verbete de enciclopédia e de dicionário, resumo de textos explicativos, relato de experimento, resenha etc.
Em geral, nas escolas não é feito um trabalho específico com os procedimentos necessários para ler/estudar e escrever esses textos, que é o poderia ensinar os alunos a lidarem adequadamente com eles. Por essa razão, na versão preliminar das Orientações Curriculares elaboradas em 2009, tanto do Ensino Fundamental como do Ensino Médio, foram incluídas as propostas que estão transcritas nos quatro blocos a seguir.
1. Atividades de leitura de texto didático e outros textos expositivos:
- clarificação do propósito do estudo;
- levantamento dos conhecimentos prévios sobre o tema a partir da leitura do título/subtítulos;
- observação dos recursos utilizados para salientar ideias (negrito, itálico, disposição espacial, legendas de ilustrações, tabelas, quadros, notas de rodapé etc.);
- busca e identificação das ideias mais importantes, parágrafo a parágrafo;
- utilização de procedimentos de suporte para a síntese (sublinhar, tomar notas, levantar palavras-chave sob orientação do professor);
- verificação da própria compreensão e esclarecimento de dúvidas (relendo, perguntando, trocando ideias, buscando o dicionário etc.);
- organização da síntese (resumo ou, sob orientação do professor, esquema).
2. Atividades coordenadas pelo professor de análise de textos-síntese (resumos, esquemas), para discutir sua organização lógica, estrutura, clareza e, se necessário, complementá-los, reordená-los, corrigir informações de acordo com os textos-fonte.
3. Atividades sequenciadas de pesquisa, desenvolvidas no âmbito ou não de projetos:
- levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema-base;
- levantamento, hierarquização e ordenação de questões a serem respondidas (roteiro prévio);
- planejamento dos passos do trabalho;
- estabelecimento dos grupos e decisões sobre os papéis a serem desempenhados por seus integrantes;
- seleção de fontes adequadas à pesquisa e consulta a índices e outros facilitadores de localização da informação;
- extração das informações pertinentes (respostas às questões iniciais e outras informações);
- produção de texto expositivo em que se articulem as informações selecionadas;
- compartilhamento e análise dos trabalhos.
4. Rodas de avaliação processual e final para troca de opiniões sobre:
- o estudo em realização/realizado;
- as informações a obter/obtidas;
- o interesse provocado;
- as possibilidades de desdobramento.
Os gêneros expositivos são aqueles que pretendem fazer compreender um assunto, apresentar um tema novo, expor um conceito ou conclusão – neles o autor compartilha informações sobre um assunto que supõe desconhecido ou pouco familiar aos leitores, com as explicações necessárias para favorecer o entendimento do que é tratado. Os textos que nos habituamos a chamar de textos teóricos e a maioria dos que estão nos livros didáticos das diferentes disciplinas, e também nos paradidáticos, são textos predominantemente expositivos. Esta definição que você está lendo é um texto expositivo. Outros exemplos são: verbete de enciclopédia e de dicionário, resumo de textos explicativos, relato de experimento, resenha etc.
Em geral, nas escolas não é feito um trabalho específico com os procedimentos necessários para ler/estudar e escrever esses textos, que é o poderia ensinar os alunos a lidarem adequadamente com eles. Por essa razão, na versão preliminar das Orientações Curriculares elaboradas em 2009, tanto do Ensino Fundamental como do Ensino Médio, foram incluídas as propostas que estão transcritas nos quatro blocos a seguir.
1. Atividades de leitura de texto didático e outros textos expositivos:
- clarificação do propósito do estudo;
- levantamento dos conhecimentos prévios sobre o tema a partir da leitura do título/subtítulos;
- observação dos recursos utilizados para salientar ideias (negrito, itálico, disposição espacial, legendas de ilustrações, tabelas, quadros, notas de rodapé etc.);
- busca e identificação das ideias mais importantes, parágrafo a parágrafo;
- utilização de procedimentos de suporte para a síntese (sublinhar, tomar notas, levantar palavras-chave sob orientação do professor);
- verificação da própria compreensão e esclarecimento de dúvidas (relendo, perguntando, trocando ideias, buscando o dicionário etc.);
- organização da síntese (resumo ou, sob orientação do professor, esquema).
2. Atividades coordenadas pelo professor de análise de textos-síntese (resumos, esquemas), para discutir sua organização lógica, estrutura, clareza e, se necessário, complementá-los, reordená-los, corrigir informações de acordo com os textos-fonte.
3. Atividades sequenciadas de pesquisa, desenvolvidas no âmbito ou não de projetos:
- levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema-base;
- levantamento, hierarquização e ordenação de questões a serem respondidas (roteiro prévio);
- planejamento dos passos do trabalho;
- estabelecimento dos grupos e decisões sobre os papéis a serem desempenhados por seus integrantes;
- seleção de fontes adequadas à pesquisa e consulta a índices e outros facilitadores de localização da informação;
- extração das informações pertinentes (respostas às questões iniciais e outras informações);
- produção de texto expositivo em que se articulem as informações selecionadas;
- compartilhamento e análise dos trabalhos.
4. Rodas de avaliação processual e final para troca de opiniões sobre:
- o estudo em realização/realizado;
- as informações a obter/obtidas;
- o interesse provocado;
- as possibilidades de desdobramento.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Mídia dá espaço para Daniel Dantas atacar e caluniar a Justiça e a PF
A “Folha de S. Paulo” e a revista “Veja” abriram suas páginas para Daniel Dantas - condenado a 10 anos de prisão por tentativa de suborno e denunciado por sete crimes, entre os quais formação de quadrilha e lavagem de dinheiro – caluniar, atacar e desacreditar a Justiça e a Polícia Federal, responsáveis por sua condenação e prisão.
A Folha publicou uma entrevista de página inteira na edição de sábado (25) com Dantas dizendo que “existia dinheiro da Brasil Telecom pagando agentes que trabalhavam na Operação Satiagraha”. Daniel Dantas tentou desacreditar ainda a investigação da Polícia Federal, alegando que possuía provas de suborno aos agentes, mas que só revelaria no que chamou de “momento adequado”. “Tenho informações e provas de que tem dinheiro da Brasil Telecom alimentando a Operação Satiagraha”, disse. E sobrou também para o Congresso: “Tenho também informações de que a Brasil Telecom andou pagando congressistas para me incluir no relatório da CPI, pedindo meu indiciamento”.
Ele também atacou o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde se localizam os processos oriundos da Satiagraha. “Arranjaram um juiz que de alguma forma achavam que tinha certa antipatia por empresários, ou coisa que o valha. Qual é risco (para seus adversários)? Os tribunais superiores? Qual é a vacina? Lançaram suspeita (sobre os tribunais)”, alegou.
Veja, por sua vez, saiu em defesa do quadrilheiro estampando em letras garrafais, numa página: “Mais calma, seu juiz”. Ela acusa o magistrado responsável pelo caso, Fausto De Sanctis, de estar sendo “açodado em condenar o banqueiro” e diz que o juiz decretar a dissolução “de um fundo gerido por seu banco é um risco ao sistema como um todo”. Em outras palavras, o velho terrorismo do “risco sistêmico” para manter o ilícito.
Daniel Dantas foi indiciado nas investigações por crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e crime de formação de quadrilha e organização criminosa. No dia 16 de julho passado, a denúncia formulada contra ele pelo Ministério Público Federal foi aceita pela Justiça Federal de São Paulo.
O relatório da Satiagraha assinado pelo delegado Protógenes Queiroz, que prendeu o dono do Opportunity, afirma que a organização criminosa de Dantas manipula a mídia e compra jornalistas. O documento possui um capítulo inteiro sobre o envolvimento da mídia com Dantas. Segundo o relatório, a revista “Veja” está a serviço da quadrilha de Dantas. O documento cita nominalmente Diogo Mainardi e a “Veja” como colaboradores da organização criminosa. Em um trecho do relatório está escrito: “... recente artigo publicado no dia 12.04.2008, edição 2054, da própria revista Veja, elaborado por um dos jornalistas colaboradores dessa organização criminosa, Diogo Mainardi, sob o título ‘Entendeu, Tabatha’, eles retomaram algumas das práticas mais antigas e mais imundas do jornalismo, como a chantagem, a mentira, a propaganda do poder e a matéria paga”.
O documento se refere também à jornalista da “Folha”, Andréa Michael, como “integrante da organização criminosa”, “travestida de correspondente da jornal Folha de São Paulo na cidade de Brasília”. Andréa Michael foi autora de reportagem, em abril do ano passado, que antecipou, com exclusividade, a operação da PF. Em um diálogo descrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu blog, Andréa diz a Guilherme Henrique Sodré Martins (Guiga), membro do círculo íntimo de Daniel Dantas: “Avisa ao Daniel que tenho uma matéria de encomenda para ele”.
Estes órgãos e outros frequentemente estamparam em suas páginas matérias para desacreditar a Satiagraha e classificá-la como ilegal e anular todo o processo (o que era do interesse de DD), como o suposto envolvimento da Abin na investigação, o misterioso grampo no STF - que nunca foi divulgado o áudio - e outras matérias nesse sentido.
http://www.horadopovo.com.br/
A Folha publicou uma entrevista de página inteira na edição de sábado (25) com Dantas dizendo que “existia dinheiro da Brasil Telecom pagando agentes que trabalhavam na Operação Satiagraha”. Daniel Dantas tentou desacreditar ainda a investigação da Polícia Federal, alegando que possuía provas de suborno aos agentes, mas que só revelaria no que chamou de “momento adequado”. “Tenho informações e provas de que tem dinheiro da Brasil Telecom alimentando a Operação Satiagraha”, disse. E sobrou também para o Congresso: “Tenho também informações de que a Brasil Telecom andou pagando congressistas para me incluir no relatório da CPI, pedindo meu indiciamento”.
Ele também atacou o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde se localizam os processos oriundos da Satiagraha. “Arranjaram um juiz que de alguma forma achavam que tinha certa antipatia por empresários, ou coisa que o valha. Qual é risco (para seus adversários)? Os tribunais superiores? Qual é a vacina? Lançaram suspeita (sobre os tribunais)”, alegou.
Veja, por sua vez, saiu em defesa do quadrilheiro estampando em letras garrafais, numa página: “Mais calma, seu juiz”. Ela acusa o magistrado responsável pelo caso, Fausto De Sanctis, de estar sendo “açodado em condenar o banqueiro” e diz que o juiz decretar a dissolução “de um fundo gerido por seu banco é um risco ao sistema como um todo”. Em outras palavras, o velho terrorismo do “risco sistêmico” para manter o ilícito.
Daniel Dantas foi indiciado nas investigações por crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e crime de formação de quadrilha e organização criminosa. No dia 16 de julho passado, a denúncia formulada contra ele pelo Ministério Público Federal foi aceita pela Justiça Federal de São Paulo.
O relatório da Satiagraha assinado pelo delegado Protógenes Queiroz, que prendeu o dono do Opportunity, afirma que a organização criminosa de Dantas manipula a mídia e compra jornalistas. O documento possui um capítulo inteiro sobre o envolvimento da mídia com Dantas. Segundo o relatório, a revista “Veja” está a serviço da quadrilha de Dantas. O documento cita nominalmente Diogo Mainardi e a “Veja” como colaboradores da organização criminosa. Em um trecho do relatório está escrito: “... recente artigo publicado no dia 12.04.2008, edição 2054, da própria revista Veja, elaborado por um dos jornalistas colaboradores dessa organização criminosa, Diogo Mainardi, sob o título ‘Entendeu, Tabatha’, eles retomaram algumas das práticas mais antigas e mais imundas do jornalismo, como a chantagem, a mentira, a propaganda do poder e a matéria paga”.
O documento se refere também à jornalista da “Folha”, Andréa Michael, como “integrante da organização criminosa”, “travestida de correspondente da jornal Folha de São Paulo na cidade de Brasília”. Andréa Michael foi autora de reportagem, em abril do ano passado, que antecipou, com exclusividade, a operação da PF. Em um diálogo descrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu blog, Andréa diz a Guilherme Henrique Sodré Martins (Guiga), membro do círculo íntimo de Daniel Dantas: “Avisa ao Daniel que tenho uma matéria de encomenda para ele”.
Estes órgãos e outros frequentemente estamparam em suas páginas matérias para desacreditar a Satiagraha e classificá-la como ilegal e anular todo o processo (o que era do interesse de DD), como o suposto envolvimento da Abin na investigação, o misterioso grampo no STF - que nunca foi divulgado o áudio - e outras matérias nesse sentido.
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